Em vez disso, o que vi foi o poder cultural do capitalismo neoliberal tomar como refém qualquer tipo de oposição, monetizá-la e fornecer entretenimento sem sentido, tudo ao mesmo tempo.
Eu não vi oposição; Não vi rebelião. Vi as imagens e os símbolos de justiça e de progresso social transformados grotescamente num espectáculo despolitizado.
O sucesso dessa estratégia - a eliminação do "nós", do "povo".
Numa época em que a imagem é dominante e os significados são fluidos, o que ainda é real, concreto e observável é o exercício do poder controlado por uma elite. Um patriarcado capitalista que exerce com eficiência devastadora a sua capacidade de moldar a consciência através do controle dos principais meios de comunicação e produção cultural.
É incrivelmente ingénuo pensar que qualquer coisa subversiva ou mesmo remotamente contrária aos interesses da oligarquia capitalista possa ser alguma vez, sequer, divulgada.
Neste período de pseudo-oposições dirigidas pelos media é cada vez mais difícil fazer a distinção entre imagem e realidade, especialmente quando a produção de imagens e símbolos é controlada por forças com o interesse estratégico em nos manter estúpidos.
Somente através de críticas cruéis e um compromisso em lutar para além dos paradigmas aceites é que podemos penetrar a desinformação e criar uma política verdadeiramente subversiva. E esse tipo de política não lhe será revelada ao vivo e a cores na segurança do seu lar, enquanto você se enche de comidas processadas venenosas para entreter a mente e passar o tempo.
Espreite o futuro com perguntas
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