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19 de setembro de 2020

Carta aberta: Comissão Europeia fecha os olhos a novos OGM


Oitenta e oito organizações da sociedade civil e de agricultores de toda a Europa escreveram uma carta aberta à comissária de saúde e segurança alimentar da UE, Stella Kyriakides, alertando para o facto da comissão estar a fechar os olhos aos novos OGM e exigindo que os novos OGM sejam regulamentados.

A polémica nova geração de técnicas de engenharia genética de alimentos deve ser sujeita a verificações de segurança da UE e rotulagem ao consumidor, de acordo com uma decisão do Tribunal de Justiça da UE, mas estas organizações alertam que a Comissão Europeia não está a implementar essa decisão.

Aqui n'Os Tomates, como sempre apostados num desenvolvimento verdadeiramente ecológico assente na biodiversidade e contra a manipulação genética, apoia-se os signatários da carta.

 A carta afirma: "É altamente improvável que a nova tecnologia OGM contribua para reduzir os impactos negativos da agricultura no meio ambiente e no clima. Até agora, duas novas plantas OGM chegaram ao mercado. Nenhuma dessas plantas é mais resistente ou ajuda a reduzir o uso de pesticidas. As promessas de criar por manipulação genética culturas resistentes à seca e reduzir o uso de pesticidas são tão antigas quanto a tecnologia OGM. Essas promessas falharam, até porque rendimentos estáveis num clima instável são uma questão de práticas agrícolas sólidas e sementes adaptadas localmente, e dificilmente pode ser alcançado com sementes produzidas por empresas multinacionais para se adequar a um modelo de agricultura industrial globalizado. "



 


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3 de abril de 2020

Mensagem do Avô - A outra pandemia


Confesso que sou um radical culturalmente alienado, velho, desconectado, tentando viver e lutar por mudanças revolucionárias num mundo que já pode ter passado por mim. Porque eu não consigo entender como a caricatura mercantilizada da nossa sociedade foi alguma vez realmente justa e progressiva. 

Em vez disso, o que vi foi o poder cultural do capitalismo neoliberal tomar como refém qualquer tipo de oposição, monetizá-la e fornecer entretenimento sem sentido, tudo ao mesmo tempo. 
Eu não vi oposição; Não vi rebelião. Vi as imagens e os símbolos de justiça e de progresso social transformados grotescamente num espectáculo despolitizado.

O sucesso dessa estratégia - a eliminação do "nós", do "povo". 

Numa época em que a imagem é dominante e os significados são fluidos, o que ainda é real, concreto e observável é o exercício do poder controlado por uma elite. Um patriarcado capitalista que exerce com eficiência devastadora a sua capacidade de moldar a consciência através do controle dos principais meios de comunicação e produção cultural. 

É incrivelmente ingénuo pensar que qualquer coisa subversiva ou mesmo remotamente contrária aos interesses da oligarquia capitalista possa ser alguma vez, sequer, divulgada.

Neste período de pseudo-oposições dirigidas pelos media é cada vez mais difícil fazer a distinção entre imagem e realidade, especialmente quando a produção de imagens e símbolos é controlada por forças com o interesse estratégico em nos manter estúpidos.

Somente através de críticas cruéis e um compromisso em lutar para além dos paradigmas aceites é que podemos penetrar a desinformação e criar uma política verdadeiramente subversiva. E esse tipo de política não lhe será revelada ao vivo e a cores na segurança do seu lar, enquanto você se enche de comidas processadas venenosas para entreter a mente e passar o tempo.





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31 de março de 2020

SHCO14 - Primo Guido

Experiências cientificas para infectar humanos com corona-vírus expostas em 2015 pela televisão pública italiana - RAI 3

(ver aqui)


Primo Guido 
Há cinco anos, a RAI - Radiotelevisione Italiana, reportou os esforços da China na investigação sobre vírus. O programa transmitido em Novembro de 2015, mostrou como os cientistas chineses faziam experiências biológicas com um vírus ligado à SARS que se acredita ser um corona-vírus, derivado de morcegos e ratos, para o tornar compatível com o organismo humano.

Cientistas chineses haviam criado um super-vírus pulmonar a partir de morcegos e ratos apenas por razões de estudo cientifico, mas... Vale a pena o risco? 
Nesta experiência, na reportagem da RAI 3 em 2015, um grupo de cientistas conseguiu desenvolver um organismo modificado ao anexar a proteína da superfície de um corona-vírus encontrado em morcegos da espécie comum denominada Great Horseshoe Bat, a um vírus que causa a SARS em camundongos. A proteína pode tornar o organismo híbrido, adequado para afectar seres humanos.

Essa molécula, chamada SHCO14, permite que o corona-vírus se ligue às células respiratórias e desencadeie a doença. Segundo os pesquisadores, os dois organismos, o original e, mais ainda, o modificado, podem infectar humanos directamente de morcegos, sem passar por espécies intermediárias como o rato, e é essa eventualidade que gera muita controvérsia.

De acordo com uma parte da comunidade científica, à época, a probabilidade do vírus passar para nossa espécie era insignificante, um argumento que muitos outros especialistas rejeitaram.

Assim que a transmissão da RAI se tornou viral nas redes sociais italianas, jornalistas e especialistas tentaram explicar que o vírus no vídeo não era o COVID-19. Até a revista britânica Nature, que escreveu a publicação em que esta reportagem italiana se baseava, esclareceu que o vírus mencionado não estava relacionado ao COVID-19 “Natural”.

No entanto, isso não vem ao caso. Isso não quer dizer que os vírus sejam literalmente os mesmos. Isso significa que as informações apresentadas no vídeo são consistentes com as informações de muitas pesquisas sobre armas biológicas e que o impacto do vírus descrito em 2015 pela RAI tem muito em comum com as informações actuais sobre os sintomas do COVID -19.


Entretanto, foi aberto um processo de US $ 20 triliões contra a China por travar uma guerra biológica usando o Corona-vírus.









Não perca aqui n'Os Tomates, brevemente, Chinérica Corona Bonds




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15 de março de 2020

CORONAVIRUS

Não importa o que dizem alguns, 
o que lê ou 
o que pensa saber.

a mensagem que você precisa ouvir é:

"ficar em casa"


Mensagens ambíguas das autoridades estão a colocar os cidadãos em risco e a acelerar a propagação do vírus.
Não importa o que dizem os políticos ou os especialistas em saúde pública.


Fique em casa!
mesmo que se sinta bem.



Aqui n'Os Tomates, até ver, está tudo bem. Feita uma ronda pelos primos, pais, avós e tios, felizmente está tudo aparentemente ainda são.

Como sabem, muita da nossa produção destina-se a restaurantes, que, como calculam, está quase totalmente parada.

Além disso as inscrições para o centro de meditação estão suspensas já desde o inicio do mês, e não se irá realizar a tertúlia de 28 de Março.

De uma maneira ou de outra, porque a primavera assim o obriga, por cá não podemos parar. Todas as nossas espécies de tomates estão prontas nos tabuleiros e a quererem ir para o campo.  Mas nós todos, fartos de inverno, também queremos ir para o campo e para os copos. Queremos acabar as semanas com os amigos e a família.
Fazer patuscadas! Ficar à conversa junto ao rio.






28 de fevereiro de 2020

O voto é o problema?


Acreditamos realmente que as oligarquias colocam o sistema em risco a cada quatro anos esperando que o público não use as urnas para as colocar fora do poder?

H.L Mencken, no seu inimitável estilo brincou:
"O estado - ou, para tornar o assunto mais concreto, o governo - consiste num gang de homens exactamente como você e eu.  Eles não têm um talento especial para os assuntos da governação; eles têm apenas talento para obter e manter cargos de poder."

Ou Wendy McElroy, que nos lembra que:
"Votar não é um acto de liberdade política. É um acto de conformidade política. Quem se recusa a votar não está a expressar o silêncio. Mas sim a gritar ao ouvido do político: Você não me representa.  Eu não acredito em si."
Sim, votar é pior que um beco sem saída. É mau, imoral e inútil. É o acto de quem interiorizou o sistema tão completamente que quer garantir que todos ao seu redor são governados desta maneira.

Mas, em vez de se sentir bem por esse acto sem sentido e imoral, podemos pelo menos concordar em usar todos os outros dias para fazer algo realmente produtivo.


E fica ao vosso critério, caros amigos, como interpretar "realmente produtivo", mas se podemos oferecer algumas humildes sugestões:


Encontre, participe ou crie uma organização comunitária ou uma célula de liberdade com a ideia de promover ligações, parcerias e laços sociais com pessoas da sua área geográfica.


Encontre, participe ou crie uma moeda comunitária, um programa de comércio comunitário ou intercâmbios comunitários.

Comprometa-se a passar um certo período de tempo, divulgando a consciencialização sobre as oligarquias bancárias, os falsos terrorismos, as culturas OGM ou qualquer assunto sobre o qual você se sinta bem, offline ou online, usando e divulgando o trabalho de outras pessoas ou iniciando seu próprio blog, boletim ou grupo comunitário.


Aprenda sobre jardinagem, conservas, conserto de electrodomésticos, impressão 3D, teoria monetária ou qualquer outro assunto que considere útil.


Leia mais livros. Gaste menos tempo a discutir e mais tempo a empatizar. Aprenda uma nova habilidade e ensine-a a outros.


Em resumo, faça todas as milhões de coisas que não têm nada a ver com a farsa política ridícula reforçada nos dias de eleições.

Porque se tudo o que você faz é pôr uma cruz num boletim de voto passando um cheque em branco, provavelmente acaba por acreditar que o sistema em que vive é uma das melhores coisas já inventadas.






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26 de fevereiro de 2020

Ordem e progresso?


Recentemente, o Ministério da Defesa brasileiro publicou um dossier sobre possíveis ameaças à segurança nacional nas próximas duas décadas. O documento, no entanto, está longe de mostrar qualquer sinal de seriedade, cheio de previsões infundadas, que põem em dúvida até a qualidade do treino académico dos militares envolvidos - ou mesmo algum compromisso com a verdade.

No documento, os militares brasileiros criaram uma série de cenários hipotéticos e alertam que a França se pode tornar uma ameaça real para o Brasil nos próximos anos. O motivo deve-se a uma breve tensão e guerra de palavras entre os presidentes Bolsonaro e Macron no ano passado, devido à crise ambiental e aos incêndios florestais na Amazónia. Para os generais brasileiros, essa já é uma base suficiente para ver a França como uma ameaça real à segurança nacional, ignorando factos notáveis, como os dois países serem os maiores parceiros comerciais na indústria militar, além do facto de que o interesse francês em iniciar uma guerra transcontinental sobre o território amazónico é absolutamente mínimo.

Continuando com as previsões, o documento atesta um futuro de grandes tensões na América do Sul, entre a Venezuela e a Guiana e entre Bolívia e Chile, além da instalação de bases militares chinesas e americanas em todo o continente. O Brasil, alinhando-se aos EUA, actuará como mediador de conflitos regionais e receberá armamentos avançados de Washington. O documento também prevê a instalação de três bases militares americanas na Colômbia e um conflito entre este país e a Venezuela. Especula-se também que a Argentina crescerá economicamente com a exploração de petróleo e que se irá alinhar com a China, mas que o Brasil vetará a instalação de bases chinesas no país vizinho.

O dossier especula que a China ultrapassará os Estados Unidos como potência económica, mas que Washington continuará sendo o líder militar global. O alinhamento brasileiro com o poder hegemónico americano, portanto, será uma questão de sobrevivência e permitirá ao Brasil mediar conflitos regionais, pacificar países vizinhos e conter a influência chinesa na América do Sul. Os generais vão ainda mais longe com suas especulações infundadas e afirmam que o Brasil despertará a fúria de "grupos ultra-nacionalistas no sudeste da Ásia" que, em retaliação, lançarão armas biológicas contra a população brasileira por ocasião do "Rock in Rio" na sua edição de 2039. (?!)

Num breve resumo, o documento cria um cenário hipotético no qual o alinhamento do Brasil com os Estados Unidos não será uma questão de vontade política, mas de necessidade e sobrevivência. Na prática, um grupo de mais de 500 pesquisadores militares criou um mito para justificar o alinhamento com Washington, usando previsões que carecem de significado e bases materiais. O objectivo final é simplesmente promover, à força, a crença de que o Brasil deve-se tornar um aliado americano.

Não se trata de uma idiotice colectiva de generais brasileiros, mas de um projecto elaborado para criar um ambiente de medo em relação a tudo excepto aos Estados Unidos. A presença militar chinesa na América do Sul, a espionagem russa, a ameaça francesa, as guerras regionais, o terrorismo biológico - todas ameaças imaginárias criadas meticulosamente por militares que não estão interessados na defesa nacional, mas na subordinação do país ao poder global hegemónico.

Primo Lucas




O Brasil parece estar a passar por um dos piores momentos da sua história e aqui n'Os Tomates mais uma vez, chamamos à atenção que as elites estão mais comprometidas com interesses próprios, mais dedicadas à criação de mitos que lhes mantenham o status do que com a real defesa dos "seus" povos e, neste caso, estão dispostas a fazer qualquer coisa para ver o Brasil tornar-se um estado militarizado, agressivo e na esfera de influência americana.



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12 de fevereiro de 2020

Re-aprovação do glifosato em 2017 - Fraude em laboratório alemão


Novas descobertas põem em causa o processo de avaliação de segurança de pesticidas da União Europeia.

Um novo estudo revela que o Laboratório de Farmacologia e Toxicologia (LPT) de Hamburgo cometeu fraude numa série de testes, vários dos quais foram realizados como parte do processo de re-aprovação do glifosato em 2017. 
Pelo menos 14% dos estudos oficiais europeus sobre glifosato vieram da LPT -Hamburgo, laboratório este que foi exposto por manipular estudos de toxicidade, substituindo animais mortos por vivos, alterando as descobertas de tumores para "inflamações", claramente distorcendo os dados para agradar outros seus clientes. É altamente preocupante que estes estudos ainda sejam considerados como respeitadores do padrão científico pelas autoridades reguladoras que parecem "acreditar" que este tipo de manipulações são impossíveis.
Pesticides Action Network (Rede de Acção sobre Pesticidas) solicitou à Comissão Europeia que descartasse os estudos realizados pelo laboratório de Hamburgo do dossier sobre o glifosato actualmente em fase de reavaliação a nível da UE e de qualquer outro dossier.
Actualmente, o laboratório enfrenta acusações criminais e, embora seja impossível saber se a fraude ocorreu apenas nos estudos relacionados com o glifosato, qualquer teste realizado pelo LPT de Hamburgo deve ser considerado não fiável e, portanto, descartado do procedimento de reavaliação.
Angeliki Lyssimachou, toxicologista ambiental da PAN Europe, disse: “A grande maioria dos estudos que levam à aprovação de um pesticida é realizada pela própria indústria de pesticidas, directamente ou através de laboratórios contratados como o LPT Hamburgo. Nós criticamos esse conflito de interesses. Nossa coligação de mais de 140 ONGs 'Citizens for Science in Pesticide Regulation' solicita regularmente à Comissão que abandone esse processo escandaloso: os testes devem ser realizados por laboratórios independentes, sob escrutínio público, enquanto o financiamento de estudos deve ser apoiado pela indústria”.

Notas d'Os Tomates:
"No futuro com certeza estes químicos serão esquecidos, outros químicos, esses sim muito seguros, outras políticas e outras retóricas, essas sim muito eficazes, mostrarão como tudo se pode resolver..." in Go Florianópolis (preocupações e interrogações da tertúlia de 14 de Outubro);

- Pessoas como nós, mas a fingir
Claramente, todos os meios de todos os tipos serão usados para proteger os grandes interesses industriais, quase sempre e naturalmente com a conivência dos nossos representantes eleitos, dos media e outros peões. Não deixem de ler, por favor, nos eXTRAs , para se ter a ideia da escala verdadeiramente global deste tipo de fraudes e desinformação, Pessoas a fingir - Europa, África, Índia, EUA;



- E série Fazedores de mitos onde poderão despistar fontes de desinformação quando estão perante artigos sobre questões ambientais propagadas pelos mass-media convencionais. Estas listas revelam, organizações, jornalistas, cientistas e demais "especialistas", como lobistas pagos pelas multinacionais.







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24 de janeiro de 2020

Paul Ehrlich - o cientista charlatão


O famoso cientista Paul Ehrlich tem uma carreira com meio século de elogios e prémios. Mas há uma questão no centro da história da improvável ascensão de Ehrlich. Uma pergunta que deve ser respondida:

Como é que este entomologista se tornou uma super-estrela da ciência, recebeu tantos elogios e prémios e exerceu tanta influência na conversa pública sobre a população humana, apesar de estar tão notavelmente, consistentemente e surpreendentemente errado sobre as questões com que supõe educar o público?

Mais preocupante é o facto de não ser uma pergunta retórica. A resposta existe, é monstruosa e um dos exemplos de uma narrativa falsa com uma eficácia tal que ainda hoje é senso comum. A ideia (perguntem a qualquer pessoa e quase todas vos responderão:"Sim, isso é o grande problema"), de que o planeta tem um problema de sobre-população.

Há 50 anos, Paul Ralph Ehrlich, um entomologista e professor de biologia na Universidade de Stanford publicou The Population Bomb.  Ele vendeu mais de dois milhões de cópias em todo o mundo, foi traduzido em vários idiomas, moldou o discurso público em torno do problema da população e catapultou Paul Ehrlich para a categoria improvável de "cientista-estrela".

Mas não, o sucesso não foi instantâneo. Foi a aparição de Ehrlich no Tonight Show de Johnny Carson, em Fevereiro de 1970 - um ano e meio após a publicação do livro - que finalmente transformou The Population Bomb num best-seller, e foram as dezenas de aparições subsequentes no programa que lançaram suas ideias ao mundo e que se iniciou a onda de histeria com a "iminente" crise populacional.

E a histeria era, e é, o medo da sobre-população. É uma das principais preocupações do público e é constantemente reforçada por todos os tipos de programação cultural.

Nomeadamente, só a título de exemplo:

HODAN: The birth rate continued to rise and the population grew until now Gideon is encased in a living mass. We can find no rest, no peace, no joy.

JAMES T. KIRK: Then why haven’t you any of the new techniques to sterilize men and women?
ver: Star Trek: “The Mark of Gideon”

HOWARD K. SMITH: Overpopulation, so long predicted, has stolen upon us. It’s getting worse week by week.
ver: ABC News 8-18-1969

RICHARD NIXON: Our cities are going to be choked with people, they’re going to be choked with traffic, they’re going to be choked with crime, they’re going to be choked with pollution, and they will be impossible places in which to live. And the explosion will be even worse.
ver: Nixon Discusses over population of cities 1967

Ehrlich pode ser muitas coisas, mas cauteloso e discreto ele não é

The Population Bomb começa com as seguintes frases: “A batalha para alimentar toda a humanidade acabou. Na década de 1970, centenas de milhões de pessoas morrerão de fome, apesar de qualquer programa urgente iniciado agora.”

E Paul Ehrlich conseguiu piorar ainda mais...:

EHRLICH: Quanto ao petróleo, todos sabemos que está a acabar rapidamente. Algumas estimativas indicam que tudo estará acabado até o ano 2000 e o conflito sobre isso será bastante sério.
ver: Dr Paul Ehrlich in the Armory

EHRLICH: Você só precisa lembrar-se disto: não há como escapar à aritmética. Nunca haverá 7 biliões de pessoas no ano 2000.
ver: Dr Paul Ehrlich Tape 2

EHRLICH: Em algum momento nos próximos 15 anos, o fim chegará. E o "final" é um colapso total da capacidade do planeta suportar a humanidade.
ver: Population Bomb: The Dire Prediction That Fell Flat


Incrivelmente, estas previsões do dia do juízo final não são meras aberrações na carreira de um pesquisador cuidadoso e discreto. Na verdade, eles são só uma pequena parte do catálogo de pronunciamentos ridículos - e ridiculamente errados - de Ehrlich.

Falando no Instituto de Biologia de Londres, em 1969, Ehrlich opinou que "Se eu fosse um jogador, apostaria dinheiro em como a Inglaterra não existirá no ano 2000".

“A população superará inevitavelmente e completamente todos os pequenos aumentos na produção de alimentos que fizermos”, disse Ehrlich à revista Mademoiselle em 1970, e ainda “A taxa de mortalidade aumentará até que pelo menos 100 a 200 milhões de pessoas morram de fome todos os anos nos próximos dez anos .”

Escrevendo sobre o "Grande Período de Morte" nas páginas de The Progressive, em Abril de 1970, Ehrlich alertou que 4 biliões de pessoas morreriam de fome na década de 1980, incluindo 65 milhões de americanos.

O mais notável de tudo é que décadas a estar espectacularmente errado não impediram Ehrlich de continuar a espalhar a sua particularmente desagradável marca de desgraça. Ele voltou em Março passado, assegurando aos leitores do The Guardian que a sobre-população significa que o colapso da civilização em si "é quase uma certeza nas próximas décadas".

Se ao menos Paul Ehrlich fosse um charlatão mal-sucedido, gritando as suas previsões do fim do mundo como um louco na esquina de uma rua, podia ser possível descartá-lo como um louco inofensivo. Mas, em vez de ser evitado como charlatão, Ehrlich foi adoptado pela comunidade científica "respeitável".

Ele recebeu o Prémio Crafoord da Real Academia Sueca de Ciências, o World Ecology Award da Universidade do Missouri, o Distinguished Scientist Award do Instituto Americano de Ciências Biológicas, além de prémios e prémios do Sierra Club, o World Wildlife Fund, as Nações Unidas e muitas outras organizações. Ele foi premiado com uma bolsa do MacArthur e tornou-se membro da Royal Society de Londres em 2012. Continua a ministrar palestras em todo o mundo e é procurado para comentar questões populacionais e ecologia pelos principais meios de comunicação, e actualmente detém a cargo de Professor de Estudos da População no Departamento de Biologia da Universidade de Stanford.

Mas nenhuma destas coisas - nem as previsões consistentemente erradas, nem a exploração do medo, nem os elogios e o sucesso na carreira - são tão preocupantes como a "solução" final de Ehrlich para o "problema" da sobre-população que ele afirma detalhar.

Programas de esterilização forçada foram de facto o que Ehrlich discutiu com frequência e com grande detalhe nos seus primeiros trabalhos sobre questões populacionais - isto é, antes do público perceber completamente os horrores de sua "solução" para a "crise" da população.

Em 1969, o New York Times relatou como Ehrlich tinha dito à Comissão dos Estados Unidos para a UNESCO que "o governo pode ter que colocar drogas de esterilidade em reservatórios de água e em alimentos enviados para países estrangeiros para limitar a multiplicação humana".

A pior parte do sistema proposto de controlo populacional é que ele não é apenas baseado numa premissa falsa, mas numa premissa que é, de facto, exactamente a oposta da verdade.
Não vamos enfrentar a bomba-relógio da explosão populacional, mas sim um inverno demográfico de fertilidade em queda, onde um número crescente de países e, eventualmente, o mundo como um todo, enfrentará um declínio terminal da população.

Em todos os cantos do mundo enfrenta-se uma crise populacional devido à queda das taxas de natalidade e fertilidade.

Embora existam muitos factores que se enquadram nessas tendências - políticos, sociais e económicos -, existem certos factores detectados nas estatísticas que apontam para algo mais nefasto:
Desde a década de 1950, um crescente corpo de literatura científica documentou um declínio constante na contagem de espermatozóides em homens em determinadas áreas geográficas, principalmente em partes da Europa e América do Norte. Embora ainda exista um debate vigoroso sobre a causa e a natureza desse declínio na qualidade do semen, produtos químicos desreguladores endócrinos, como os ftalatos, que comprovadamente perturbam a produção de espermatozóides em peixes, estão a ser encarados como uma causa potencial. A má notícia é que esses produtos químicos perigosos podem ser encontrados numa variedade desconcertante de produtos no mundo moderno, do protector solar e cosméticos a cortinas de chuveiro, frigideiras e até queijo.

Alguns produtos químicos sintéticos podem interromper ou bloquear o funcionamento da testosterona no corpo, prejudicando permanentemente o desenvolvimento sexual de crianças do sexo masculino. A perturbação destes sistemas do corpo humano pode ser a maior consequência não intencional da revolução química do século XX.
fonte: The Disappearing Male


'Um exercício de esterilização em massa':
Médicos quenianos encontraram agente anti-fertilidade na vacina anti-tétano da ONU. Infelizmente isto não é novo, é algo que está a ser feito desde os anos 60 e aconteceu em vários  países. E continua a acontecer agora.

Duas organizações das Nações Unidas estão a ser acusadas de esterilizar milhões de meninas e mulheres ao abrigo de um programa de inoculação anti-tétano patrocinado pelo governo queniano.
fonte: Millions of Kenyan Women Given Vaccines Laced with a Sterilant

O que os Ehrlichs do mundo querem, é que você acredite que a Terra é um bolo a encolher todos os dias, e que todos os que nascem são apenas mais uma boca para consumir um pedaço desse bolo.

Na realidade, vivemos dum bolo vasto e em expansão, cada vez maior desde que Thomas Malthus começou a espalhar a sua propaganda assustadora. 

As pessoas não são um fardo para o planeta, nem uma doença que deva ser eliminada, mas o nosso recurso mais precioso. Entre os que nasceram hoje, estão os inventores e exploradores de amanhã, os artistas que enriquecerão nossas vidas e os visionários que nos ajudarão a ver o mundo de uma maneira que ainda nem imaginamos. Eles criarão novas tecnologias que disponibilizarão recursos até então desconhecidos e impensáveis ​​e ajudarão a elevar milhões de pessoas, assim como biliões foram retirados da pobreza desde as décadas em que Ehrlich começou a alertar que o mundo estava prestes a acabar.

Ehrlich e os demais vendedores de medo estão errados em todas as gerações desde que Malthus começou a prever a fome e o colapso da civilização há dois séculos atrás. E eles continuarão presentes até que o mundo, percebendo que o cérebro humano é o único recurso realmente importante, pare de dar prémios a charlatães como Ehrlich e comece a concentrar-se no inverno demográfico que é a verdadeira ameaça à humanidade.
Primos - James e Otto




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Ver mais em Fazedores de mitos



Créditos/Fotos:
By Unknown photographer 
 University of San Diego

By Jay Cross -1, 2









21 de janeiro de 2020

Fazedores de mitos - 1ª série de D a F - Europa

 Phil Dale
 UK
Emeritus fellow at the John Innes Centre and keen supporter of GM crops. Has sat on government advisory committees on GM crops. Now part of PharmaPlanta.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: John Innes Centre
 Alan Dewar
 UK
Director of Dewar Crop Protection Ltd. Former head of entomology at Broom's Barn, a division of Rothamsted Research.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: Rothamsted ResearchCropGen
Des D'Souza
 UK
Former head of PR for Aventis CropScience (now owned by Bayer).
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: AventisBayer
 Martin Durkin
 UK
Maker of highly controversial documentaries, linked to LM group.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: Living MarxismLM group
EuropaBio
 Belgium
"The voice of the European biotech industry". Has over 600 companies as members, including the GM giants BayerMonsanto, and Novartis.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: BayerMonsantoNovartis
European Federation of Biotechnology
 European Union
Has corporate membership of around 100 companies with biotech interests.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: Klaus AmmannBiotechnology Industry Organisation
European Science and Environment Forum
 UK
A front group set up with money from Big Tobacco, connects to Roger Bate andJulian Morris.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: Roger BateInstitute of Economic AffairsJulian Morris
Michael Fitzpatrick
 UK
London GP who is a trustee of the pro-GM lobby group Sense About Science and who has links with the LM group.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: LM groupSense About Science
Food and Drink Federation
 UK
Lobby group that represents the food and drink industries and that has opposed GM labeling.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Food Standards Agency
 UK
Government agency that has been criticised for pro-GM and anti-organic bias.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: John KrebsRoyal Society
Foresight Communications
 UK
Lobbying firm that helped launch corporate front group the Scientific Alliance.
Profiles: GMWatch SpinProfile
Linked to: Scientific Alliance
Fiona Fox
Emile Frison
 Belgium
Profiles: GMWatch SpinProfile
Article: "Only GM can save the banana"
Linked to: Biodiversity International


Ver mais nos eXTRAs - AQUI



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