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Boeing - Empresa criminosa

Eis um pequeno apanhado dos processos criminais e civis que envolveram a Boeing de 1989 até 2012. 
Neste artigo descreve-se  os processos relativos a contratos governamentais. Os processos laborais, ambientais e outros, muito superiores em número, ficam para uma próxima vez.

Em 1989, a Boeing declarou-se culpada e pagou uma multa de mais de 5 milhões de dólares por acusações de que obteve ilegalmente documentos classificados do Pentágono.
Em Abril de 1994, a Boeing pagou 75 milhões de dólares para liquidar as acusações de que sobrefacturou e cobrou indevidamente ao governo federal, em contratos militares, ao longo de mais de uma década.
Em Novembro de 1997, a subsidiária da Boeing, McDonnell Douglas, concordou em pagar 2 milhões de dólares para resolver alegações de que sobrefacturou ao Pentágono num contrato para reparar equipamentos de fabricação de aeronaves.
Em Agosto de 2000, a Boeing concordou em pagar até 54 milhões de dólares para resolver dois processos de denúncias, alegando que a empresa colocou engrenagens defeituosas nos helicópteros CH-47D Chinook e depois vendeu a aeronave para o Exército dos EUA.
Em Novembro de 2000, a Boeing e a United Space Alliance concordaram em pagar um total de 825.000 dólares e desistir dos seus direitos a 1,2 milhões de dólares em facturas não pagas para resolver alegações de excesso de facturação da NASA por trabalhos supervisionados entre 1986 e 1992 pela Rockwell Space Operations (posteriormente comprada pela Boeing).
Em Julho de 2003, a Força Aérea dos EUA retirou à Boeing  1.000 milhões de dólares em receita potencial como uma penalidade por documentos roubados à sua rival Lockheed Martin durante uma competição para fornecimento de satélites militares.
Em Novembro de 2003, a Boeing foi obrigada a demitir o seu director financeiro quando se soube que ele tinha oferecido emprego a um oficial de compras da Força Aérea enquanto negociava com a empresa um contrato de 20 biliões de dólares para fornecer navios-tanque de reabastecimento aéreo.
Também foi demitida a ex-funcionária de compras, Darleen Druyun, que tinha aceitado a oferta de emprego. O escândalo também levou à renúncia do director executivo da Boeing. Em 2004, Druyun passou nove meses na prisão federal depois de admitir que mentiu aos promotores sobre a aprovação de preços inflacionados em contratos concedidos à Boeing. O ex-director financeiro da Boeing também se declarou culpado numa acusação de conflito de interesses.
Após o escândalo de Druyun, o Congresso proibiu o Pentágono de prosseguir o acordo com a Boeing, e em Março de 2008 esse contrato foi adjudicado a um consórcio entre a Northrop Grumman e a EADS da Airbus. Três meses depois, no entanto, a competição foi reaberta e o contrato voltou à Boeing.
Em Junho de 2006, a Boeing concordou em pagar 615 milhões de dólares para resolver acusações civis e criminais federais porque utilizou indevidamente informações dos concorrentes para ganhar contratos no valor de biliões de dólares da Força Aérea dos EUA e da NASA.
Em Agosto de 2009, a Boeing concordou em pagar 25 milhões de dólares para resolver alegações de que executou um trabalho defeituoso em toda a frota KC-10 Extender, um pilar da frota de reabastecimento aéreo da Força Aérea usada no Iraque e no Afeganistão.
Em Outubro de 2010, a Boeing concordou em pagar 4 milhões de dólares para resolver uma acção civil, porque inflacionou ilegalmente o preço cobrado à Força Aérea para produzir o Towed Decoy System para o bombardeiro B-1.
Em Janeiro de 2012, a Boeing concordou em pagar mais de 4,3 milhões de dólares para resolver as acusações de que cobrou indevidamente ao Pentágono pela re-manufactura de helicópteros Chinook na sua fábrica em Ridley Park, Pensilvânia.
De 2012 para cá, a sofisticação criminosa da Boeing continuou, nomeadamente com o tristemente famoso 737 Max, cujas manobras com a FAA para a sua certificação são actualmente claras.

Ver mais em 
Boeing's Cash Cow: A Corporate Strategy's Impact on Middle Class America by Jack Norman (Institute for Wisconsin's Future, April 2010).
The Politics of Contracting (Project On Government Oversight, June 2004).

E ver aqui n'Os Tomates um resumo do caso do 737 Max






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