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13 de fevereiro de 2025

A construção da História idealizada



Em aceleração nos últimos 8 anos e a ser meticulosamente conseguida nos anteriores 200, a construção duma História idealizada será sempre e sempre foi um problema. Se quisermos reduzir em muito as nuances com que vemos o mundo podemos até afirmar que sempre foi e sempre será O Problema.

Sendo uma das ferramentas dos Poderes, nunca se salienta como a mais poderosa. Outras ferramentas poderosíssimas como o Medo e a Divisão, fundamentais no uso de outras técnicas decisivas como a Conspiração, a Intriga, a Guerra, aparentam ter sido as mais criticas no caminho milenar dos Povos. Porém...

Temos que começar pela própria forma como definimos, catalogamos, interpretamos o conceito  - Povos.

E antes ainda temos de perceber que, agora como há 3000 anos, quando as pessoas se veem como parte dum qualquer povo, uma das questões mais importantes sempre foi, é e será - Qual é a nossa História?

Sempre foi necessário, por isso, a qualquer Poder, garantir que "uma História", e não outra, nos retrata. E esse poderoso Nós é e sempre foi o Nós manipulado, mitológico, falso. O Nós que não emana das pessoas, mas duma construção idealizada de estado, de nação.

Essa noção poderosa do Nós, imediatamente, à nascença, foi separada dos progenitores, dos homens e das mulheres, dos povos como gente, das populações que partilham a história real dos dias e dos sonhos; na dor, no medo, na perda, na memória e honra aos antepassados, para ser entregue, bebé, a  elites poderosas.

Sem a construção idealizada da História por parte dos Poderes, a centralização e a extensão desse Poder seria tão menor que provavelmente hoje viveríamos num mundo com alguns milhares de Países "reconhecidos".

Mas "ganharam" as versões idealizadas da história e aqui estamos. E resta perceber como após a criação dum qualquer Estado-Nação muito do sucesso ou insucesso, muitas das conquistas e das tragédias, muitos dos heróis e das vidas perdidas em guerras e à fome, foram provocadas por essa permanente manipulação da História por parte dos poderes vigentes.

Actualmente os níveis de manipulação são elevadíssimos e recorrem tanto às mais refinadas técnicas como às mais primordiais e simples. São naturalmente super-eficazes pois assentam em muitos meios e muita prática e conseguem  mudar a percepção histórica num curtíssimo prazo.

A pandemia mostrou isso mesmo, com alterações profundas na percepção global no espaço de algumas semanas ou poucos meses. E no seu seguimento, no mundo ocidental,  com toda a confiança, com todos os testes realizados, com todos os actores bem ensaiados, a percepção construída em relação à guerra civil na Ucrânia foi formatada em 48 Horas e robustecida em 5 dias.

Claro que, neste caso,  essa versão distorcida da realidade, de tão básica, tão maniqueísta, tão infantil, acabou por só ser prevalente em aproximadamente 50 Países. E mesmo nesses países, pelos mesmos defeitos, não convenceu propriamente uma maioria da população, o que levou aos mecanismos sinistros da censura, da perseguição, da calúnia, da diabolização.

Mas a esmagadora maioria da população mundial, todos eles também sujeitos a estas e a outras manipulações da História, olham-nos espantados. O que que é que ainda não percebemos? Que a nossa inteligência é assaltada diariamente  por estes media ao serviço do poder, cheios de ritmo e HD onde tudo se mistura e distorce.

O genocídio seguido das festas de santa teresinha, os golos da champions no meio do avanço das chamas, recordes de chuva entremeados no problema da imigração, o chefe-terrorista morto pela quinta vez seguido do elogio aos "valores ocidentais", a imoralidade do Papa explicada pelo jornalista desportivo agora especialista em geopolítica (!?!).

A Guerra é "Paz", a mentira é "Justiça", a criação de inimigos é "Segurança", e agora cortadores de cabeças são "moderados".

Lideranças fortes para esconder elites fracas,  puritanismo dos "valores" para esconder a corrupção moral.

Agora, certos poderes sabem que é ainda mais crítica a construção duma história idealizada. Senão como os perdoamos? Como somos e seremos vistos? E lembrados?  












3 de dezembro de 2024

Os poderes que não deveriam ser








O momento sombrio (no mínimo) que vivemos traz-nos, simultâneamente,  uma réstia de esperança. Os poderes que não deveriam existir não conseguem manipular mais a compreensão pública sem minar a própria ideia do “sistema democrático”, que tem sido a principal arma de controlo político durante tanto tempo.

À medida que as pessoas começam a ver através da farsa dos circos-eleitorais, à medida que os governantes se revelam meros testas-de-ferro  e o ritual-eleitoral é exposto como o palco secundário que realmente é, as pessoas estão mais preparadas do que nunca para ouvir a verdade surpreendente: os governos não existem, excepto nas nossas mentes.

Sim, as pessoas estão a observar as sombras na parede da gruta com mais interesse do que nunca. Mas isto porque, pela primeira vez, as pessoas estão a perceber que algo muito estranho se passa.

Pela primeira vez, começam a perceber que os programas políticos que nos divertem na TV não são a realidade. São, em vez disso,  um espetáculo de marionetas.

Pela primeira vez em muito tempo, as pessoas estão prontas para abrir os olhos e ver o espetáculo como ele realmente é. Estão prontos para viajar para fora da gruta e verem, finalmente, a luz.


Neste humilde blogue poderá encontrar trilhos importantes para essa viagem:


Mensagem do Avô - A outra pandemia


"Confesso que sou um radical culturalmente alienado, velho, desconectado, tentando viver e lutar por mudanças revolucionárias num mundo que já pode ter passado por mim."
Um desabafo do nosso avô que é um óptimo ponto de partida



"...sobre a imoralidade absoluta em que se tornaram certos estados pelas mãos de certos estadistas. Como se tornaram em traidores das pessoas e dos povos."




"... os trapaceiros de hoje vestiram o manto da filantropia e os seus cavalos de Tróia não são estátuas de madeira, mas organizações não governamentais que oferecem “ajuda” a nações estrangeiras."




"Acreditamos realmente que as oligarquias colocam o sistema em risco a cada quatro anos esperando que o público não use as urnas para as colocar fora do poder?"




“Eu era o director da CIA. Nós mentimos, enganamos, roubamos. É como ter um curso completo. Lembra-nos a glória de se ser americano."
Neste artigo, um dos orgulhos do blogue, extensamente documentado,
  poderá encontrar também artigos e referências a estes factos além de links para jornais onde poderá confirmar toda esta história mirabolante em: eXTRAs - Duck Gate 
por vezes a realidade transcende a ficção,
 e como sempre, aqui n'Os tomates, podem encontrar (nos eXTRAs) o texto do NYT, assim como a sequência de acontecimentos naqueles dias de Março de 2018 em: eXTRAs-What can we make of this?



"Existem mais de 130 milhões de artigos e documentos acessíveis em 0,54 segundos via google, que poderão educar qualquer pessoa sobre o facto das raças, pura e simplesmente, não existirem"
Mas a ignorância existe e é aí que o racismo se perpetua.



"...histórias tiradas de contexto, metáforas mal misturadas da biologia e da física enganam muitos economistas."
E a "mão invisível" é parcialmente culpada.




"Organizações mundiais, com os melhores especialistas, atestam a segurança de químicos sintéticos, e trabalham, diligentemente, para assegurar que a próxima geração de químicos será, essa sim, segura (como já "eram" os de há 40 anos atrás)."



"Levar em consideração que
um jornalista a desempenhar a sua função não deve ser confundido com Os Media;"



Aqui, publicamos um e-mail, enviado por um membro da missão de inquérito à  Síria da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPCW) aos seus superiores, na qual ele expressa a sua preocupação com a manipulação intencional do relatório em que foi co-autor.












Podcast - ouvir aqui








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