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27 de novembro de 2019

O mito mais repugnante

Em 1950, a UNESCO emitiu uma declaração afirmando que todos os seres humanos pertencem à mesma espécie e que "raça" não é uma realidade biológica, mas um mito.





Existem mais de 130 milhões de artigos e documentos acessíveis em 0,54 segundos via google, que poderão educar qualquer pessoa sobre o facto das raças, pura e simplesmente, não existirem.

Esse mito insidioso é o primeiro e principal combustível do racismo (esse sim existe), e revela-se todos os dias em pseudo sábios que alertam as massas de que o racismo é errado porque "as várias raças se deveriam dar todas bem, construir pontes, etc".
As raças não existem, raios!!


Mas a ignorância existe e é aí que o racismo se perpetua.

A existência de raças é o mito inventado pelo racismo. E qualquer um que o perpetue é um racista repugnante ou no mínimo um cidadão ignorante.

Mas quando deparamos com um cidadão jovem, a escrever um artigo intitulado "white power" que se revela, como o próprio autor confessa no primeiro parágrafo, um clickbait (em bom português - um engodo), e que se resume a uma pseudo-lição de tolerância, alavancado numa arrogância típica do ser cheio de si próprio, com laivos dum paternalismo cuja ignorância o transforma em coisa patética e publicado, não pela "vanessa no facebook" mas pelo nosso Diário de Trás-os-Montes, ficamos perante uma situação em que não se pode ser indiferente.

A ideia de que existem várias raças é uma ideia inventada para justificar o injustificável (o bem-intencionado jovem até escreve "Não, não acredito na supremacia da raça branca (ou caucasiana) sobre qualquer outra. Não, não acredito em superioridade de qualquer raça em detrimento de outras").

Qualquer referência a "raças humanas", mesmo que para "criticar" o racismo é totalmente nefasta, repugnante e injustificada pois a informação sobre o facto de não existirem raças é esmagadora e quem se atreve a escrever para outros tem a obrigação de o saber (100 milhões de artigos no google não chegam? Ou serão muito longos?)

Otto Paradis - Primo







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