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24 de maio de 2018

A dieta mediterrânica perde adeptos em países do... mediterrâneo!

A dieta mediterrânea é considerada a mais saudável do mundo.
Foto: The Guardian
As crianças da região são as mais gordas na Europa traduzido/adaptado a partir do artigo de Sarah Boseley

A dieta na qual Portugal, Grécia, Espanha e Itália são famosas - rica em frutas, legumes, peixe e azeite - é supostamente a mais saudável do mundo, mas a obesidade está a subir rapidamente.

Para as crianças na Grécia, Espanha e Itália, a dieta mediterrânea não existe, segundo a Organização Mundial de Saúde , que diz que as crianças na Suécia são mais propensas a comer peixe, azeite e tomates do que as do sul da Europa.

No Chipre, uns fenomenais 43% das crianças com nove anos, ou estão acima do peso normal ou são obesos. Grécia, Espanha e Itália também apresentam taxas superiores a 40% de crianças acima do peso normal, incluindo obesos. 

Os países mediterrâneos, que deram o nome à famosa dieta que supostamente é a mais saudável do mundo, têm filhos com o maior problema de peso da Europa.

Doces, junk food e refrigerantes substituíram a dieta tradicional baseada em frutas e legumes, peixe e azeite.



Aqueles que estão mais próximos da dieta mediterrânica são as crianças suecas.
A inactividade física é uma das questões mais significativas nos países do sul da Europa. 

Os dados vêm da Iniciativa de Vigilância da Obesidade Infantil da OMS, que funciona desde 2008 e agora envolve mais de 40 países. Os números mais recentes vêm de dados de alta qualidade recolhidos entre 2015 e 2017.

Os países com os níveis mais baixos de obesidade infantil são o Tajiquistão, Turcomenistão e Cazaquistão - mas todos passam actualmente por uma “transição nutricional”, caminhando para uma dieta ocidental que pode mudar este cenário. Por exemplo, as crianças do Tajiquistão já consomem grandes quantidades de refrigerantes açucarados.

França, Noruega, Irlanda, Letónia e Dinamarca também apresentam taxas baixas, variando de 5% a 9%. A taxa da Irlanda é de 20%. O Reino Unido não contribui dados para o estudo, mas cerca de uma em cada três crianças estão com excesso de peso ou obesas quando deixam a escola primária aos 11 anos de idade.

Mas a boa notícia é que os países do Mediterrâneo estão a lidar com o problema com algum sucesso, sendo Portugal um bom exemplo onde se tem verificado alguma redução nas taxas de obesidade infantil.







 

14 de maio de 2018

O PODCAST E OS TOMATES

Os vários episódios até hoje fizeram-nos viajar do medo à criação,  da sobrevivência à protecção de dados, mas também da musica à economia 

 Business, a poem by Guillevic,
*Ouvir e ler aqui no blog com Pete Seeger e o seu banjo em 1963
ou num contexto mais alargado no episódio 2 do podcast

2-"Off the grid"

Parecemos condenados a aplicar modelos e narrativas já em regime de descontinuação.
Porém, grandes problemas, que sabemos que serão problemas definidores daqui a 10 anos, nem nas agendas aparecem. 
Arrepie-se em
3 - “Is That A Robot??”

Retóricas consolidadas nos media, nos livros de história, nos manuais de ciência política e em belos modelos económicos trazem às sociedades, por norma, nada mais que surpresa.
Sempre a surpresa "inexplicável" de ser apanhado com as calças na mão.
9 - O extraordinário caso de Andrew Yang candidato à presidência americana


O vencedor emético



Aqui na quinta têm sido dias animados. Culminou este fim-de-semana com família e amigos reunidos. Dias de petiscos e copos e música e dramas. Dias alegres porém também dias preocupados. 

Tempos de apreensão e alegria perfeitamente exemplificados pelo facto de dia 11, dia de aniversário do nosso primo (para as mulheres de todas as gerações da família o mais lindo pai) Luís, e dia do nascimento do mais recente membro da família, Diogo. 

Claro que, com muita família reunida, inevitavelmente juntamos recém amantizados e recém divorciados, pais babados e pais muito preocupados, tias com ancas novas que não param de dançar e torresmos.

Com isto tudo, muita emoção para todos os gostos. De descascar favas à discussão da  música vencedora do euro festival, foi uma faísca. 

A explosão foi tal que alguns de nós se sentiram fisicamente mal, quando o assunto se tornou Israel.
(Alguns de nós perceberam depois que foi do bagaço.)

O Avô, os tios e os amigos da tertúlia, partiram para as recordações de outras lutas, e lá está, Geopolítica, Economia, Filosofia e Agricultura. Copos, caldo verde à meia-noite, a minha prima a chorar e a rir; e lá se cantou também.

Na ressaca destes últimos dias, hoje, torna-se evidente que o que se falou nesta casa sobre Israel, várias gerações, pessoas muito diferentes, estados de espírito, incertezas e preocupações também diferentes, foi no essencial sobre a imoralidade absoluta em que se tornaram certos estados pelas mãos de certos estadistas. Como se tornaram em traidores das pessoas e dos povos.

Hoje esses estadistas, às claras, trabalham para incorporar na cultura popular conceitos que emergem das estratégias militares e das estratégias dos negócios.

Como é evidente neste caso de Israel, para sempre cristalizado como vencedor emético de um festival da canção.

10 de maio de 2018

"Profits, where all happiness is contained"

Business

A poem by Guillevic
Tune by Pete Seeger©1963 Stormking Music Inc.



Two million bushels of North African grain
Resold to Germany for Swiss francs
Paid for by a consortium of banks
With a deal in futures that the Stock Exchange
Unloads for coffee from Brazilian uplands
Destined for Paris, Before the whole deal sinks
The checks written in indelible inks
Outrace Atlantic's winter hurricanes

At last the coffee arrives, also the wheat
Needless to say, the deal was a success
Who can deny that all of us have gained?
Our benefactors? Three trusts. They compete
For honor, glory, power and of course,
Profits, where all happiness is contained



Não perca o episódio completo no podcast
 

3 de maio de 2018

Nos intervalos do medo


Desde o neolítico que a humanidade passou por um processo de adaptação cultural movido por forças económicas, criado à volta das técnicas de sobrevivência pessoais e colectivas ao modelo de povoado agrário e de mercado.

Esta chamada evolução cultural foi na realidade auto-conduzida dentro dos intervalos da geografia, dos sucessivos novos métodos de produção, dos condicionalismos e mudanças ambientais e consequentemente dentro dos estreitos intervalos da sobrevivência e do medo.

O que conduziu a:
Um mundo moldado por incentivos ao domínio.
Moldado pela protecção a valores estabelecidos;
protecção a hierarquias;
elitismo;
cultura do conflito
e consequentemente à alocação desproporcionada de recursos.
Ver mais»

  "A Democratic Precondition?" 

United We Stand Festival 2018, Texas, April 29th 2018

2 de maio de 2018

Amanhã, Ontem e Hoje

excerto de 

 
Amanhã, Ontem e Hoje

de 26 de Abril de 2018


Amanhã, hoje, ontem, seja qual for o projecto, enquanto não atravessarmos este espelho, não pusermos a questão da autogestão, da não-hierarquia e da propriedade individual, nada de fundamental mudará. Nunca.

Amanhã, 16 de Abril, na France Inter, uma Camille, da Zad, dirá tudo com uma simplicidade extrema:

«Habitamos este território de uma maneira múltipla. De manhã, podemos ir mungir as vacas, depois, organizar um banquete numa estalagem com quem trabalhamos, à tarde, ocupar-nos da biblioteca.

As actividades são inextricáveis.»

Viva a inextricabilidade da vida na vida, vivam as Zads do mundo inteiro, que, saibam-no ou não alguns, queiram-no ou não alguns, existiram, existem e existirão.

Gaëlle

Domingo, 15 de Abril de 2018



** Zad – Zone à défendre [zona a defender]




A vida e o dia


Por um dia,
ou a vida triste e crua
ou alegre e nua.

Noutro dia,
simples e dura.

Noutro ainda,
outra vez a vida,
a futura.

E volta tudo.
Um dia em paz
e noutro,
tanto faz.





China Daily
'Nine Songs' by ancient poet Qu Yuan






Podcast - ouvir aqui








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