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12 de fevereiro de 2020

Re-aprovação do glifosato em 2017 - Fraude em laboratório alemão


Novas descobertas põem em causa o processo de avaliação de segurança de pesticidas da União Europeia.

Um novo estudo revela que o Laboratório de Farmacologia e Toxicologia (LPT) de Hamburgo cometeu fraude numa série de testes, vários dos quais foram realizados como parte do processo de re-aprovação do glifosato em 2017. 
Pelo menos 14% dos estudos oficiais europeus sobre glifosato vieram da LPT -Hamburgo, laboratório este que foi exposto por manipular estudos de toxicidade, substituindo animais mortos por vivos, alterando as descobertas de tumores para "inflamações", claramente distorcendo os dados para agradar outros seus clientes. É altamente preocupante que estes estudos ainda sejam considerados como respeitadores do padrão científico pelas autoridades reguladoras que parecem "acreditar" que este tipo de manipulações são impossíveis.
Pesticides Action Network (Rede de Acção sobre Pesticidas) solicitou à Comissão Europeia que descartasse os estudos realizados pelo laboratório de Hamburgo do dossier sobre o glifosato actualmente em fase de reavaliação a nível da UE e de qualquer outro dossier.
Actualmente, o laboratório enfrenta acusações criminais e, embora seja impossível saber se a fraude ocorreu apenas nos estudos relacionados com o glifosato, qualquer teste realizado pelo LPT de Hamburgo deve ser considerado não fiável e, portanto, descartado do procedimento de reavaliação.
Angeliki Lyssimachou, toxicologista ambiental da PAN Europe, disse: “A grande maioria dos estudos que levam à aprovação de um pesticida é realizada pela própria indústria de pesticidas, directamente ou através de laboratórios contratados como o LPT Hamburgo. Nós criticamos esse conflito de interesses. Nossa coligação de mais de 140 ONGs 'Citizens for Science in Pesticide Regulation' solicita regularmente à Comissão que abandone esse processo escandaloso: os testes devem ser realizados por laboratórios independentes, sob escrutínio público, enquanto o financiamento de estudos deve ser apoiado pela indústria”.

Notas d'Os Tomates:
"No futuro com certeza estes químicos serão esquecidos, outros químicos, esses sim muito seguros, outras políticas e outras retóricas, essas sim muito eficazes, mostrarão como tudo se pode resolver..." in Go Florianópolis (preocupações e interrogações da tertúlia de 14 de Outubro);

- Pessoas como nós, mas a fingir
Claramente, todos os meios de todos os tipos serão usados para proteger os grandes interesses industriais, quase sempre e naturalmente com a conivência dos nossos representantes eleitos, dos media e outros peões. Não deixem de ler, por favor, nos eXTRAs , para se ter a ideia da escala verdadeiramente global deste tipo de fraudes e desinformação, Pessoas a fingir - Europa, África, Índia, EUA;



- E série Fazedores de mitos onde poderão despistar fontes de desinformação quando estão perante artigos sobre questões ambientais propagadas pelos mass-media convencionais. Estas listas revelam, organizações, jornalistas, cientistas e demais "especialistas", como lobistas pagos pelas multinacionais.







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