Deverei estar a perder tempo com geopolítica?
Pensava enquanto caminhava para o alpendre onde o Avô e os amigos estavam.
Pensava enquanto caminhava para o alpendre onde o Avô e os amigos estavam.
Preparei-me mentalmente enquanto abria umas garrafas:
A Koreia escolheu o seu canto estratégico.
O Iran, que visto de longe pode até parecer um canto mas se vives algumas semanas num país do médio oriente sentes que o Iran é o canto que ocupa grande parte da sala, também.
A Russia tem o seu canto. Que é gigante.
Assim como a China com o seu grande canto milenar.
Mas afinal, para meu encanto, não era neste contexto que iríamos falar de cantos.
Até porque, patetice minha, nem sequer era desses cantos que se iria falar. Deixei-me levar pela conjugação de canto com estratégico. Retirei automaticamente do processo de pensamento Canto como o acto de cantar.
Até porque, patetice minha, nem sequer era desses cantos que se iria falar. Deixei-me levar pela conjugação de canto com estratégico. Retirei automaticamente do processo de pensamento Canto como o acto de cantar.
O que foi uma falha pois cantar é claro que pode ser, e tantas vezes é, um acto estratégico.
Mas hoje pelos vistos o motivo disto tudo é o canto estratégico numa batalha de cantos específica. Um exemplo muito curioso e esclarecedor do nível a que as sociedades chegaram. Urra!
Local: Congresso do partido democrata americano
Instruções escritas da campanha da Hillary Clinton para a batalha de cânticos contra os apoiantes de Sanders:
Eles cantam, Cuidados de saúde universais,
Nós gritamos, Hillary Hillary!
Eles cantam, Parem com a poluição
Nós respondemos, Hillary Hillary!
Quando eles cantarem, Love is love
Nós, Juntamo-nos a eles!
Quando cantarem, Não mais Guerra!
Nós gritamos, USA USA USA!!!
Ou seja:
Lindo!
Ou melhor ainda:
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| Mafalda Digital . Dia da Terra |
