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21 de outubro de 2019

Governos, façam pausa!

Várias organizações e comunidades defendem que os governos parem de usar formas de videovigilância de reconhecimento automático e outros métodos de inteligência artificial, que se revelam pouco artificiais e pouco inteligentes.

Defendem que o façam imediatamente, principalmente à luz do que os pesquisadores do MIT Media Lab e outros descobriram sobre suas altas taxas de erro - principalmente para mulheres e pessoas de cor.

Esta ameaça à nossa privacidade não provoca só calafrios, mas amplifica as distorções já presentes nas sociedades.
Pergunte-se então, a representantes e demais intelectuais, que debates, que estudos, que projectos estão actualmente em cima da mesa europeia. Que modelos, métodos ou teorias foram pensados para avaliar as reais consequências.
Façam pausa para garantir, antes de tudo, que as pessoas têm os mecanismos e as salvaguardas legais para simplesmente banir essa tecnologia antes que esse tipo de vigilância em massa se torne a norma. 

Aqui na quinta, na tertúlia, a maior surpresa foi a constatação da quase inexistência de "luta contra a video-vigilância". O que é preocupante.
Uma vez a estrutura física vigilante esteja implementada no terreno e na nossa mente, nas nossas ruas e nos nossos telefones, nos gabinetes médicos e nos bares, nos locais de culto e nos festivais, o uso de sistemas "programáveis" para automatizar as vigilâncias, o uso de pseudo-inteligência para nos reconhecer e nos definir fará exactamente isso. 
Definir-nos-á.





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