Nos últimos meses, Os Tomates do meu Avô, fez algumas publicações sobre a Boeing, tanto no que diz respeito às falhas no 737 Max assim como sobre a sua cultura corrupta e criminosa.
Hoje, enquanto decorrem as audições no congresso americano aos responsáveis da FAA, com a presença dos familiares das vitimas, escrevemos sobre o conluio criminoso entre a Boeing e a FAA que a devia fiscalizar e proteger a vida de passageiros e pessoas em terra.
A Boeing e a FAA permitiram que o Boeing 737 MAX 8 continuasse a operar, mesmo depois de um acidente na Indonésia que, levantou questões sobre a segurança do avião e que aparentemente foram ignorados, e do acidente semelhante que aconteceu na Etiópia menos de seis meses depois, elevando o número total de mortos para mais de 300.
Esta quarta-feira, as acções da Boeing caíram novamente provavelmente devido a informações de que o 737 MAX não voaria brevemente, mesmo que as entregas "pudessem" ser retomadas no final deste mês.
Estas e outras revelações sobre a cultura na Boeing e na FAA mostram muito claramente como a Federal Aviation Administration se deixou corromper e como os seus lapsos de supervisão abriram as portas para um sofrimento humano inimaginável.
Um relatório interno da FAA de 2018 revela que especialistas detectaram os riscos no sistema anti-stall do 737 MAX 8, o MCAS, e alertaram que "esses aviões poderiam ter uma média de mais de um acidente por ano." Na aviação que, às vezes, passa quase uma década sem acidentes, esses números são obviamente inaceitáveis.
Na terça-feira, um porta-voz da FAA declarou : "Ficou claro desde o início que existia uma condição insegura", acrescentando que a análise "forneceu um contexto adicional para ajudar a determinar a acção de mitigação".
Num e-mail, o porta-voz disse que essas análises tendem a exagerar os riscos porque adoptam a abordagem mais conservadora e porque os problemas especificamente identificados provavelmente parecem mais graves do que são.
Após o acidente da Lion Air, a análise da FAA projectou até 15 acidentes catastróficos semelhantes, globalmente, ao longo da vida da frota MAX (aproximadamente 30 a 45 anos), a menos que grandes correcções fossem feitas no sistema de controle de voo automatizado (correcções que a Boeing tentou fazer no ano passado).
Conclui-se então, que o MAX foi considerado pelas próprias autoridades como o modelo da Boeing mais propenso a acidentes na história moderna.
O documento da FAA determinou ainda que se as tripulações estiverem cientes do risco e souberem como responder, é aceitável deixar os aviões continuar o transporte de passageiros até que uma mudança permanente no projecto fosse efectivada.
Essa "correcção" ainda está em progresso.
Mais do que qualquer outra evidência anterior, este documento expõe a cabala Boeing-FAA e como a empresa e o governo conspiraram para colocar em risco a vida de milhões de viajantes inocentes.
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